Terapia em meio aquático
- Jéssica Gomes

- 10 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizado: 31 de mar.
A Terapia em Meio Aquático é um procedimento terapêutico no qual utilizamos de forma combinada, as propriedades físicas (térmicas e mecânicas) da água aliadas a técnicas e intervenções específicas de tratamento, para facilitar a participação e sucesso do processo terapêutico, dentro e fora do contexto da piscina.

É um contexto rico em experiências sensoriais, que estimula todos os sentidos, estes são alguns exemplos:
proprioceção: pressão exercida pela água no corpo submerso é exatamente igual em toda a sua superfície, resistência (“eu sinto a água no corpo todo”);
vestibular- permite movimento em todos os planos, inibe a força da gravidade, estimula reflexos posturais;
tátil- ativa receptores toque profundo, inibe dor, detetar temperatura;
olfato e gustativo;
auditivo: fora de água faz eco, dentro inibe o ruído;
visual: perceção da forma, discriminação visual e controlo oculo motor.
Tem impacto igualmente ao nível dos vários sistemas, como o renal, respiratório, cardiovascular, músculo-esquelético e neuro-muscular, dado que promove o aumento da diurese, do trabalho respiratório, da eficiência cardíaca, promove o relaxamento e aumento da amplitude de movimento e facilita a normalização do tónus muscular.
A intervenção em meio aquático é, a meu ver, aconselhada para as crianças e jovens que gostam deste meio, por ser um facilitador na interação e construção de uma relação terapêutica pela proximidade que cria, assim como para aqueles que não gostam e/ou têm medo. Quando existe receio, esta intervenção feita de forma individualizada e, sempre que possível com os cuidadores perto, pode ajudar de forma gradual, lúdica e adaptada às necessidades/receios de cada criança a encarar a água com menos receio, entrar e brincar na piscina.
A água é, assim, um meio diferenciado e motivador, que permite maior proximidade com o outro, bem-estar e confiança. Potencia o desenvolvimento da criança, através do afeto e relação que é mais facilmente criada, o maior envolvimento que existe nas brincadeiras propostas que podem estimular competências importantes para o brincar, autonomia, auto-estima, regulação das emoções, comunicação e interação e o bem-estar geral.
Jéssica Gomes
Cédula Profissional C-049632183
Palavras-chave: Terapia em meio aquático; sistemas sensoriais; desenvolvimento; relação terapêutica;brincar.




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