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Psicologia - Terapia Familiar

Pode definir-se família como uma “unidade de pessoas em interação", que vai para além das individualidades e dos laços biológicos ou legais, constituindo o contexto primário interativo; onde o individuo se desenvolve (Burgess, 1979, citado por Gimeno, 2001).

“A terapia familiar é uma abordagem psicoterapêutica que utiliza como meio de intervenção sessões conjuntas com os elementos de uma família” (Sampaio & Gameiro, 1985) e tem como objetivo alterar as interações entre os membros da família e melhorar o funcionamento de cada membro (Bentovim & Kinston, 1978, citados por Bentovim, 1999; Barker, 1998).

As três abordagens principais – MRI. Harley/Madanes e Milão – são diferentes em vários aspectos, mas todas elas utilizam estratégias para ajudar as famílias a mudar e encaram-nas como sistemas (Barker, 1998). A família é assim considerada um sistema, ou seja, um conjunto de elementos, ligados por um conjunto de relações que interagem permanente com o exterior e mantêm o seu equilíbrio ao longo de um processo de desenvolvimento, constituído por diferentes estádios de evolução (Sampaio, 1984, citado por Sampaio & Gameiro, 1985).

Gurman e colaboradores (1986, citados por Bentovim, 1999) referem objetivos comuns a todos os modelos de terapia familiar: ajudar a família a ver o seu problema atual sob uma nova perspetiva; alterar as suas atitudes de responsabilizar um membro individual para o reconhecimento de que os problemas são interaccionais; modificar a comunicação entre os membros da família; criar formas alternativas de resolver problemas, direta ou indiretamente; modificar o grau de angústia associada ao comportamento sintomático e, de forma mais geral, otimizar a posição das fronteiras entre os membros; e estabelecer hierarquias apropriadas (Bentovim, 1999).

Os terapeutas familiares prestam simultaneamente atenção à estrutura da família: como se organiza e se mantém num determinado corte transversal de tempo; e ao seu processo: a forma como se envolve, se adapta, ou muda ao longo do tempo (Goldenberg & Goldenberg, 1995).

Algumas das estratégias terapêuticas utilizadas na terapia familiar são: a redefinição, incluindo a conotação positiva; o uso de comunicações metafóricas que tomam diversas formas; as diretivas paradoxais; a prescrição de rituais ou de outras tarefas; a declaração de impotência terapêutica; a prescrição de terapia interminável; a utilização do humor; a utilização de um grupo de consultadoria; a encenação de um debate; a externalização; e a “terapia através de histórias” (Barker, 1998).

O “setting” terapêutico em terapia familiar é constituído por uma sala ampla, com boa iluminação, com cadeiras confortáveis e objetos lúdicos para as crianças. A equipa terapêutica é constituída por um terapeuta familiar e um co-terapeuta, o que promove uma maior liberdade e criatividade e permite uma troca de papéis perante a família (Sampaio & Gameiro, 1985).